de tanto chachar
No bobó de noivado da via do ribamar
E quando cheguei, as moças de lá
Unzinhando o zinhame
com zóio de arrevirar
Bumzã, fã de flor, chulapa de mel
E a covanca soprando,
sussurro de cido do céu
Tinha gágua não, gente de azar
Quase quem ela caída pedindo
punhame está lá
Já vá co lher, vixe, espetacular
Assunto assim, às vezes, é miocar
Mas desde que eu tô ouvindo o Bobó,
eu tô roxo pra comentar
Sanfona, guitarra, batuque,
berreiro, inveja você
O vira -desvira,
o caminho da roça e o balancê
Minhame, bomba, fango,
assado, cuscuz e maracujá
Musanga, cobrelo, reteta,
jaguete, tamanduá
Foguete, beijandas,
estelar e as muçalas
Zé Pinguim, Chico do Pincel
Baqueraro,
lazinha que era mulher de xé -xé
Serapita espera, resolveu xinhar
Pois mulher da farinha que
vai pra onde ventar
Deu susurruro e saculejá
Tudo dando e levando
enquanto sem se marcar
Pedro gargareja com a mão no manjá
Preparava um caldinho pra noiva
gargarejá
Jabaculepi, espetacular
Assunto assim às vezes é melhor calar
Mas desde que eu provei do Bobó
eu tô roxo pra comentar
Sampo na guitarra, batuque,
berreiro e veja você
O vira -desvira,
o caminho da roça e o balancê
Inhame, boba, fango, assado,
cuscuz e maracuja
O sangue a cobrir o vento,
entra a jaquete e tramandoa
Foguete beijando as estre
las e as moçalas
Fui a cu de um que tava no chão
Tomei uma no ou vido de
a devolver o pirão
Foi um sumitério, foi um carnaval
De paixões confundidas
quem é que tira a moral?
Pra ser sem vergonha, basta ser decente
E quem mede saúde
possivelmente é doente
Foi super adulto,
ninguém quer contar ninguém
Quanto mais afinou -se na
festa do Ibama